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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Masculino de primeira-dama

Quando um homem é eleito prefeito, sua mulher se torna a primeira-dama da cidade. A mulher do governador torna-se a primeira-dama do Estado, e a do presidente, primeira-dama da nação. Mas como deveríamos chamar o marido de uma mulher que tenha sido eleita para um desses cargos?

Para responder a essa pergunta, precisamos descobrir o masculino de "primeira-dama". Basta pegarmos o masculino de "dama", que é "cavalheiro", e formar o substantivo composto "primeiro-cavalheiro". Essa construção pode parecer estranha, mas ela é correta:
 
primeira-dama
primeiro-cavalheiro
 

Pronomes de Tratamento

Os pronomes de tratamento são usados normalmente em situações de cerimônia: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Alteza etc.
 
Quando o presidente fala em cadeia nacional, o locutor diz "Vamos ouvir a palavra do Excelentíssimo Senhor Presidente da República...".
 
O presidente é Excelência. Usa-se esse pronome de tratamento para todas as autoridades constituídas, do vereador ao presidente. É oportuno aqui tocar numa dúvida comum em relação aos pronomes de tratamento: quando usar "Vossa" e "Sua"? Ao falarmos diretamente com a pessoa, devemos usar "Vossa"; quando estivermos falando da pessoa, usaremos "Sua".
 
Aproveitando o exemplo acima: o locutor da Agência Nacional anunciaria aos brasileiros "Sua Excelência, o Presidente da República ...". No caso, o locutor estaria falando do Presidente. Se estivesse falando com o presidente, o correto seria " Vossa Excelência...".
 
Outra confusão corrente é quanto ao uso do possessivo. Qual das duas formas a seguir seria correta:
Vossa Senhoria deve expor seu projeto ou Vossa Senhoria deve expor vosso projeto?
 
Vossa Senhoria é pronome de tratamento e pertence sempre à 3ª pessoa. "Vosso" seria correto se estivesse combinado a "vós".
 
Ex: Vós deveis apresentar vosso projeto.
 
Há uma dica para facilitar a compreensão. Pense na palavra "você", que também é pronome de tratamento da 3ª pessoa. Como você diria:
Você deve expor seu pensamento ou Você deve expor vosso pensamento?
A alternativa correta é a primeira. Se "Vossa Senhoria" ou "Vossa Excelência" são de 3ª pessoa, usamos "seu" projeto ou "seu" pensamento. Caso você encontrasse o Presidente da República, perguntaria a ele: "Vossa Excelência recebeu a carta que lhe enviei" ou "Vossa Excelência recebeu a carta que vos enviei"?
 
O correto seria "a carta que lhe enviei". Eu enviei ao Senhor, a Vossa Excelência, a você e, portanto, "lhe enviei".
 
Os pronomes de tratamento sempre estão relacionados à 3ª pessoa.

Vigir ou Viger?

A lei estará em vigência no próximo mês. Portanto, ela vai vigir ou vai viger?

A palavra viger, que é a forma correta, faz parte do chamado jargão jurídico pouco usada no dia-a-dia das pessoas.
 
Viger = estar em vigência, entrar em vigor, vigorar.
 
Quando a lei vige, ela está em vigor. O correto é viger e não vigir.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Diferenças semânticas entre lesar e lesionar

Um aspecto relevante tende a sobressair ao nos dispormos a falar sobre ambas as formas verbais: lesionar e lesar. O fato de os pressupostos ortográficos se encontrarem intimamente relacionados à semântica, ou seja, a ciência que se ocupa do estudo do significado que as palavras apresentam.

Diante dessa realidade linguística, digamos assim, lesionar e lesar, por apresentarem algumas semelhanças gráficas e sonoras, costumam ser alvo de alguns questionamentos, tropeços e por que não dizer “desvios” cometidos por aí.
 
Dessa forma, cabe ressaltar que o dicionário Houaiss as registram como sinônimas, cuja acepção semântica se refere a “causar lesão física”. Nesse sentido, caso a intenção do emissor seja dizer que alguém se encontra ferido, contundido, tanto podemos afirmar que ele está LESADO como LESIONADO.
 
No entanto, cabe ressaltar acerca de outro detalhe, também relevante, e que se aplica somente ao verbo lesar: o fato de ele apresentar outro sentido, revelado pelo ato de violar o direito de alguém, prejudicar moralmente, ofender. Constatemos, pois, um exemplo:
Não se sinta lesado, por isso, procure seus direitos.
 
Em face das elucidações aqui firmadas, recomenda-se que você que sempre opte por utilizar o verbo “lesionar”, caso o sentido se refira à lesão física.

A letra H – Casos nos quais a empregamos

Sabe-se que todos os fatos inerentes aos estudos linguísticos se perfazem de características próprias, e quando se trata de enfatizarmos as questões relacionadas à ortografia, a situação não é diferente. Dessa forma, ao nos dispormos a conhecer os traços que demarcam a letra em questão, logo o que nos vem à mente é que ela é destituída de valor fonético. Constatação esta perfeitamente plausível, pois tanto no início quanto no final, tal aspecto se torna perfeitamente evidenciado.

Mas isso não quer dizer que o “h” não esteja relacionado a circunstâncias específicas no que se refere ao uso. Pelo contrário, pois semelhantemente a tantas outras letras com as quais já estabelecemos familiaridade, ele também se deve a condições predeterminadas, tais como:


No início ou final de algumas interjeições.Ah! Ih! Heim! Hum!...

No início de determinadas palavras, em decorrência de questões etimológicas:
hoje (palavra de origem latina, caracterizada por hodie).

horizonte (palavra de origem grega relativa a horizon).

hesitar e hilário e suas respectivas variantes, entre outras.

Na formação de alguns dígrafos, representados por ch, lh, nh.cachorro – palhaço – milho – passarinho...* No substantivo próprio representado por Bahia, em decorrência da secular tradição. 

 Todavia, o adjetivo pátrio que a ela corresponde não se grafa com o h – baiano.


No início de algumas palavras compostas, tais como: Hiper – elevado, maior.hiper-requintado – hiper-resistente...

Hidro – cujo significado se refere à água. hidroginástica – hidromassagem...

 Hipno – relacionado ao sono. hipnotizar – hipnose...

Hexa – relação com o número seis. hexágono – hexacampeão...

Hepta – relação com o número sete. heptágono – heptassílabo...

Hepato – relacionado ao fígado.hepático - hepatite...

Homo – relativo a igual, do mesmo gênero. homofobia – aversão àqueles que se relacionam com pessoas do mesmo sexo. Hipo – baixo, menor.

hipoglicemia – hipotermia... Hetero – referente a algo contrário, oposto. heterossexual (alguém que se relaciona com pessoas do sexo oposto).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"A gente sofre de teimoso"
Um belo dia, na aula de análise sintática, você aprende que existe adjunto adverbial de causa, e isso se torna algo inesquecível em sua vida. Veja o texto abaixo, extraído da música "Pedacinhos", de Guilherme Arantes.
afinal, a gente sofre de teimoso
quando esquece do prazer
adeus também foi feito pra se dizer
bye, bye, so long, farewel
"A gente sofre de teimoso". Por que "a gente sofre"? Por causa da teimosia. Se você um dia procurar num dicionário os valores da preposição "de", você descobrirá uma imensa lista de possibilidades. Um dos valores é justamente o de causa.

A letra de uma canção de Gilberto Gil e Chico Buarque diz:


De muito gorda, a porca já não anda.

O que quer dizer isso? Que a porca não anda porque está muito gorda. Também nesse exemplo a preposição "de" introduz idéia de causa. A expressão por ela introduzida modifica o verbo e, portanto, tem valor de adjunto adverbial de causa.

Lei nº 12.605, de 3 de abril de 2012

Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
Art. 2o As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 3 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante
Eleonora Menicucci de Oliveira