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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Saber é Poder: A Importância da Educação no Mundo


Acesso à educação: direito humano elementar.

A comunidade internacional já reconheceu que não há desenvolvimento sem educação e fez desta constatação uma exigência política. A segunda meta do milênio das Nações Unidas determina que todas as pessoas do mundo devem ter a possibilidade de obter uma educação básica.

Os avanços neste sentido existem, embora sejam lentos e regionalmente distintos. O percentual das crianças que frequentam uma escola subiu apenas 7 pontos percentuais entre 1999 e 2009, chegando a 89%.

Recentemente, o ritmo do progresso nesse sentido até mesmo diminuiu. Em diversas regiões da África e da Ásia, a meta não será alcançada até o ano de 2015. Nas regiões em desenvolvimento, apenas 87% das crianças concluem os primeiros quatro anos do ensino fundamental.

Em muitos países pobres, 40% das crianças deixa a escola antes da quarta série. As crianças do interior e as que vivem em regiões de crise têm menos chances no que diz respeito à educação. E as meninas são desfavorecidas em quase todo o mundo. Ou seja, ainda há muito a ser feito. https://www.dw.com/pt-br/saber-%C3%A9-poder-a-import%C3%A2ncia-da-educa%C3%A7%C3%A3o-no-mundo/a-15928829

Para não haver erros


Havia muitas dificuldades; e não existiam boas soluções. Existem casos em que o verbo haver é pessoal e varia conforme o sujeito. E há casos que não existe sujeito, aí não varia.

O verbo “haver” ocupa lugar de destaque nas dúvidas dos leitores. “Havia” ou “haviam”, “haverá” ou “haverão”, “houver” ou “houverem” etc. De início, é preciso lembrar que o verbo “haver” tem muitos significados. Nos dicionários, uma das primeiras acepções que aparecem é “ter”, “possuir”, “estar na posse”. O Houaiss dá este exemplo do emprego de “haver” com o sentido de possuir (considerado “antigo”): “Aquelas famílias houveram de tudo e hoje nada mais possuem”. Nas variedades formais da língua, há registros do emprego de “haver” com o sentido de  “obter”, “conseguir” (“Eles não haverão o perdão de suas dívidas”), “sair-se”, “comportar-se” (“Os rapazes se houveram bem na missão que lhes foi delegada”), “considerar”, “julgar” (“Os jurados o houveram por inocente”) etc.

Por falar em “haver” com o sentido de “julgar”, “considerar” (que, por não ser frequente, talvez cause estranheza), não custa lembrar a conhecida expressão “tido e havido”, que se vê, por exemplo, em “Ele é tido e havido como mágico”. Que significa a expressão “tido e havido”? Por acaso não significa “considerado”? Quando se diz que determinado jogador é tido e havido como “o salvador da pátria”, não se quer dizer que esse jogador é considerado ou julgado “o salvador da pátria”? Bem, não custa lembrar que “havido” é o particípio de “haver”.

Nos exemplos que vimos no segundo parágrafo, o verbo “haver” é pessoal, ou seja, tem sujeito e com ele concorda, por isso é flexionado no singular e no plural. A roda pega quando o verbo “haver” é usado com o sentido de “existir” ou com o de “ocorrer”, “acontecer”, casos em que é impessoal, isto é, não tem sujeito e não sai da terceira pessoa do singular. É sempre bom lembrar que, quando dizemos “Há graves problemas sociais no Brasil”, usamos o verbo “haver” com o sentido de “existir” e o conjugamos na terceira pessoa do singular (do presente do indicativo), ou seja, não o fazemos concordar com a expressão “graves problemas sociais”, que está no plural. Em outras palavras, não dizemos “Hão graves problemas sociais no Brasil”.

Pois bem, se no exemplo do parágrafo anterior o presente do indicativo for substituído por um dos pretéritos ou um dos futuros (do indicativo ou do subjuntivo), o que ocorrerá com o verbo “haver”? Não ocorrerá nada. O verbo “haver” continuará na terceira pessoa do singular: “Havia graves problemas sociais no Brasil”, “Houve graves problemas...”, “Haverá graves problemas...”, “Haveria graves problemas...”, “Caso haja graves problemas...”, “Se houvesse graves problemas...”, “Quando houver graves problemas...” etc. Sempre singular.

Em se tratando do padrão culto da língua, não se aceitam construções como “Haviam graves problemas sociais no Brasil”?

E se trocarmos “haver” por “existir”? A história muda? Muda, sim. A particularidade é do verbo “haver”, quando ele, “haver”, é usado com o sentido de “existir”, ou com o de “ocorrer”, “acontecer”. Os sinônimos de “haver” não têm nada com o peixe, isto é, são flexionados no singular e no plural: “Existem graves problemas sociais no Brasil”, “Existiam graves problemas...”, “Existirão graves problemas...”, “Caso existam graves problemas...”, “Se existissem graves problemas...”, “Quando existirem graves problemas...”

Quando é usado com o sentido de “existir”, “ocorrer” ou “acontecer”, o verbo “haver” não sai da terceira pessoa do singular, em qualquer tempo (presente, pretérito ou futuro) de qualquer modo (indicativo ou subjuntivo). Seus sinônimos não têm nada com a história − são conjugados no singular e no plural. Usado com outros sentidos, o verbo “haver” também tem singular e plural, como vimos no início deste texto.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Masculino de primeira-dama

Quando um homem é eleito prefeito, sua mulher se torna a primeira-dama da cidade. A mulher do governador torna-se a primeira-dama do Estado, e a do presidente, primeira-dama da nação. Mas como deveríamos chamar o marido de uma mulher que tenha sido eleita para um desses cargos?

Para responder a essa pergunta, precisamos descobrir o masculino de "primeira-dama". Basta pegarmos o masculino de "dama", que é "cavalheiro", e formar o substantivo composto "primeiro-cavalheiro". Essa construção pode parecer estranha, mas ela é correta:
 
primeira-dama
primeiro-cavalheiro
 

Pronomes de Tratamento

Os pronomes de tratamento são usados normalmente em situações de cerimônia: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Alteza etc.
 
Quando o presidente fala em cadeia nacional, o locutor diz "Vamos ouvir a palavra do Excelentíssimo Senhor Presidente da República...".
 
O presidente é Excelência. Usa-se esse pronome de tratamento para todas as autoridades constituídas, do vereador ao presidente. É oportuno aqui tocar numa dúvida comum em relação aos pronomes de tratamento: quando usar "Vossa" e "Sua"? Ao falarmos diretamente com a pessoa, devemos usar "Vossa"; quando estivermos falando da pessoa, usaremos "Sua".
 
Aproveitando o exemplo acima: o locutor da Agência Nacional anunciaria aos brasileiros "Sua Excelência, o Presidente da República ...". No caso, o locutor estaria falando do Presidente. Se estivesse falando com o presidente, o correto seria " Vossa Excelência...".
 
Outra confusão corrente é quanto ao uso do possessivo. Qual das duas formas a seguir seria correta:
Vossa Senhoria deve expor seu projeto ou Vossa Senhoria deve expor vosso projeto?
 
Vossa Senhoria é pronome de tratamento e pertence sempre à 3ª pessoa. "Vosso" seria correto se estivesse combinado a "vós".
 
Ex: Vós deveis apresentar vosso projeto.
 
Há uma dica para facilitar a compreensão. Pense na palavra "você", que também é pronome de tratamento da 3ª pessoa. Como você diria:
Você deve expor seu pensamento ou Você deve expor vosso pensamento?
A alternativa correta é a primeira. Se "Vossa Senhoria" ou "Vossa Excelência" são de 3ª pessoa, usamos "seu" projeto ou "seu" pensamento. Caso você encontrasse o Presidente da República, perguntaria a ele: "Vossa Excelência recebeu a carta que lhe enviei" ou "Vossa Excelência recebeu a carta que vos enviei"?
 
O correto seria "a carta que lhe enviei". Eu enviei ao Senhor, a Vossa Excelência, a você e, portanto, "lhe enviei".
 
Os pronomes de tratamento sempre estão relacionados à 3ª pessoa.

Vigir ou Viger?

A lei estará em vigência no próximo mês. Portanto, ela vai vigir ou vai viger?

A palavra viger, que é a forma correta, faz parte do chamado jargão jurídico pouco usada no dia-a-dia das pessoas.
 
Viger = estar em vigência, entrar em vigor, vigorar.
 
Quando a lei vige, ela está em vigor. O correto é viger e não vigir.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Diferenças semânticas entre lesar e lesionar

Um aspecto relevante tende a sobressair ao nos dispormos a falar sobre ambas as formas verbais: lesionar e lesar. O fato de os pressupostos ortográficos se encontrarem intimamente relacionados à semântica, ou seja, a ciência que se ocupa do estudo do significado que as palavras apresentam.

Diante dessa realidade linguística, digamos assim, lesionar e lesar, por apresentarem algumas semelhanças gráficas e sonoras, costumam ser alvo de alguns questionamentos, tropeços e por que não dizer “desvios” cometidos por aí.
 
Dessa forma, cabe ressaltar que o dicionário Houaiss as registram como sinônimas, cuja acepção semântica se refere a “causar lesão física”. Nesse sentido, caso a intenção do emissor seja dizer que alguém se encontra ferido, contundido, tanto podemos afirmar que ele está LESADO como LESIONADO.
 
No entanto, cabe ressaltar acerca de outro detalhe, também relevante, e que se aplica somente ao verbo lesar: o fato de ele apresentar outro sentido, revelado pelo ato de violar o direito de alguém, prejudicar moralmente, ofender. Constatemos, pois, um exemplo:
Não se sinta lesado, por isso, procure seus direitos.
 
Em face das elucidações aqui firmadas, recomenda-se que você que sempre opte por utilizar o verbo “lesionar”, caso o sentido se refira à lesão física.

A letra H – Casos nos quais a empregamos

Sabe-se que todos os fatos inerentes aos estudos linguísticos se perfazem de características próprias, e quando se trata de enfatizarmos as questões relacionadas à ortografia, a situação não é diferente. Dessa forma, ao nos dispormos a conhecer os traços que demarcam a letra em questão, logo o que nos vem à mente é que ela é destituída de valor fonético. Constatação esta perfeitamente plausível, pois tanto no início quanto no final, tal aspecto se torna perfeitamente evidenciado.

Mas isso não quer dizer que o “h” não esteja relacionado a circunstâncias específicas no que se refere ao uso. Pelo contrário, pois semelhantemente a tantas outras letras com as quais já estabelecemos familiaridade, ele também se deve a condições predeterminadas, tais como:


No início ou final de algumas interjeições.Ah! Ih! Heim! Hum!...

No início de determinadas palavras, em decorrência de questões etimológicas:
hoje (palavra de origem latina, caracterizada por hodie).

horizonte (palavra de origem grega relativa a horizon).

hesitar e hilário e suas respectivas variantes, entre outras.

Na formação de alguns dígrafos, representados por ch, lh, nh.cachorro – palhaço – milho – passarinho...* No substantivo próprio representado por Bahia, em decorrência da secular tradição. 

 Todavia, o adjetivo pátrio que a ela corresponde não se grafa com o h – baiano.


No início de algumas palavras compostas, tais como: Hiper – elevado, maior.hiper-requintado – hiper-resistente...

Hidro – cujo significado se refere à água. hidroginástica – hidromassagem...

 Hipno – relacionado ao sono. hipnotizar – hipnose...

Hexa – relação com o número seis. hexágono – hexacampeão...

Hepta – relação com o número sete. heptágono – heptassílabo...

Hepato – relacionado ao fígado.hepático - hepatite...

Homo – relativo a igual, do mesmo gênero. homofobia – aversão àqueles que se relacionam com pessoas do mesmo sexo. Hipo – baixo, menor.

hipoglicemia – hipotermia... Hetero – referente a algo contrário, oposto. heterossexual (alguém que se relaciona com pessoas do sexo oposto).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"A gente sofre de teimoso"
Um belo dia, na aula de análise sintática, você aprende que existe adjunto adverbial de causa, e isso se torna algo inesquecível em sua vida. Veja o texto abaixo, extraído da música "Pedacinhos", de Guilherme Arantes.
afinal, a gente sofre de teimoso
quando esquece do prazer
adeus também foi feito pra se dizer
bye, bye, so long, farewel
"A gente sofre de teimoso". Por que "a gente sofre"? Por causa da teimosia. Se você um dia procurar num dicionário os valores da preposição "de", você descobrirá uma imensa lista de possibilidades. Um dos valores é justamente o de causa.

A letra de uma canção de Gilberto Gil e Chico Buarque diz:


De muito gorda, a porca já não anda.

O que quer dizer isso? Que a porca não anda porque está muito gorda. Também nesse exemplo a preposição "de" introduz idéia de causa. A expressão por ela introduzida modifica o verbo e, portanto, tem valor de adjunto adverbial de causa.

Lei nº 12.605, de 3 de abril de 2012

Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
Art. 2o As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 3 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante
Eleonora Menicucci de Oliveira

terça-feira, 17 de abril de 2012

O desafio de conviver com as diferenças

Com o avançar do mundo contemporâneo, evolução das pessoas e das tecnologias que elas próprias criam; o que, em regra, deveria ser um fator agregador à condição humana, acaba seguindo um caminho antagônico. Em pleno século vinte um, final de sua primeira década, atitudes extemporâneas nos faz refletir quão difícil é conviver com as diferenças. Dentre as muitas, há diferenças sociais, culturais e regionais as quais sempre estiveram intrínsecas nas pessoas que, por óbvio, são diferentes.
As diferenças sociais estão ligadas a aspectos econômicos de cada setor da sociedade, ou seja, quanto maior for a diferença entre as classes sociais, maior será a dificuldade de relação interpessoal. A condição de mais favorecido e menos favorecido, salvo exceções, é um estereótipo que nem sempre condiz com a realidade de cada um.
As dissensões culturais aludem, muitas vezes, a meios externos, como por exemplo, a qualidade de ensino que o Estado tem o dever-poder de oferecer em detrimento do desenvolvimento educacional de cada um. A educação é desenvolvida enquanto houver vida e aqueles que obtiverem maior absorção ao longo da vida, terão, claramente, maiores chances de lograrem êxito àquilo que se propõem.
Finalmente, as diferenças regionais, dentre muitas outras, tem que ver diretamente com a região onde estão as pessoas. Muitas vezes, o lugar originário de cada um acaba, pelos mais diversos motivos, estabelece diferenças de comportamento, de tratamento, limita determinados acessos que, por motivo de lei, não deveria ser limitado. A pobreza de um lugar e a riqueza de outro geram padrões de comportamento que, quando juntos, implicam choques culturais, nem sempre fáceis de serem resolvidos.
Essa assimetria comportamental deveria ser excluída, ou pelos menos diminuída, desde a formação da personalidade, assim teremos uma sociedade diferente e igualitária ao mesmo tempo.

domingo, 6 de novembro de 2011

No telefone ou ao telefone?

Estar no telefone ou estar ao telefone: qual a forma correta? Na verdade, não há consenso em relação a isso.

Por surpreendente que possa ser, um gramático tido como conservador, Napoleão Mendes de Almeida, defende a tese de que o correto é estar no telefone, exatamente a forma consagrada no dia-a-dia no Brasil. Argumenta ele que seria galicismo, francesismo, dizer ao telefone.

Napoleão, de certa forma, é uma voz mais ou menos isolada. A maioria dos autores afirma que a preposição exigida é a preposição a, pois esta indica proximidade. É o que ocorre em exemplos como os seguintes:


Falou ao telefone
Sentou-se à mesa

A construção estar ao telefone causa menos polêmica do que estar no telefone. Ainda que o uso cotidiano seja inegavelmente estar no telefone.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Gerundismo

Atualmente,  deparamo-nos com o uso indevido do gerúndio. Em diversas situações do cotidiano, ao pegarmos o telefone, do outro lado da linha uma voz simpática informa: “A senhora pode estar  respondendo a algumas perguntas?”, “Nós vamos estar passando o problema para a equipe técnica. A senhora vai estar pagando uma taxa de reparo....”

É comum ouvirmos expressões como essas a todo o momento. Trata-se de um fenômeno com implicações semânticas e pragmáticas, usadas, na maioria dos casos, quando o falante não quer repassar a idéia de ações simultâneas, quando a duração não é prioridade.

O gerundismo é uma locução verbal na qual o verbo principal apresenta-se no gerúndio. Seu uso no português brasileiro é recente. É considerado por muitos como vício de linguagem, uma vez que seu uso é demasiadamente impreciso. O gerúndio não é nefando, ele pode ser usado para expressar uma idéia, uma ação em curso, que ocorre no momento de outra. O seu correto emprego se dá quando se pretende exprimir uma ação durativa, um determinado processo que terá certa duração ou estará em curso.

A expressão “vou estar reservando” dá idéia de um futuro em andamento, no lugar de “vou reservar”, ou ainda, "reservarei", que narra algo que vai ocorrer a partir do momento da fala. A origem mais provável para tal estrutura remete-se aos manuais americanos de treinamento de operadores de telemarketing, onde a estrutura “we’ll be sending tomorrow” aparecia com frequência. Ao traduzir para a Língua Portuguesa, a estrutura ganhou tradução literal (“vamos estar enviando amanhã”). Este uso indevido tornou-se "regra" pelos profissionais. Infelizmente...

"Afim" ou "A fim"?

1 - "Afim" é um adjetivo e significa igual, semelhante, parecido.
Suas ideias são afins;
Possuem temperamentos afins; por isso se relacionam tão bem.

2 - "A fim" faz parte da locução "a fim de", que significa para, com o propósito, com o intuito e indica finalidade:
Fez tudo aquilo a fim de nos convencer de sua inocência;
Apresentou-nos todas as propostas de pagamento a fim de vender os produtos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Roda do Ser

Tudo vai, tudo volta; eternamente, gira a roda do ser.
Tudo morre, tudo refloresce; eternamente, transcorre o ano do ser.
Tudo se desfaz, tudo é refeito; eternamente, constrói-se a mesma casa do ser.
Tudo se separa, tudo volta a se encontrar; eternamente fiel, permanece o anel do ser.
E cada instante começa o ser, entorno de todo o aqui, rola a bola acolá.
O meio está em toda parte, curvo é o caminho da eternidade.
O homem deve amar a paz como meio para outras guerras.
Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade.
O homem é uma corda esticada entre o animal e o super-homem.
Uma corda por cima do abismo, perigosa travessia, perigoso caminhar, perigoso olhar para trás, perigoso parar e tremer.
O que é de grande valor no homem é o fato de ser uma ponte e não um fio.
O que se pode amar num homem é ele ser uma passagem e um acabamento.
Algum veneno, uma vez ou outra, é coisa que proporciona agradáveis sonhos e muito veneno, no fim, para morrer agradavelmente.
Não poderia haver felicidade, jovialidade, esperança, orgulho, presente sem o esquecimento.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Aonde leva?
Não perguntes, siga-o...

Qual é a pronúncia?

Circuito ou circuíto; gratuito ou gratuíto; intuito ou intuíto

É claro que os acentos nos exemplos acima não existem, tendo sido colocados apenas para enfatizar a pronúncia. E é justamente a forma de pronunciar determinadas palavras que muitas vezes nos deixa atordoados.

É normal que, quando nos ensinam que não é correto dizer "circuíto" e gratuíto", fiquemos com certa dúvida. Afinal, é muito comum ouvirmos essas palavras pronunciadas assim, com ênfase na letra "i". Para os gramáticos, devemos sempre respeitar a pronúncia culta. Para respeitar essa pronúncia, lembre-se de uma dica muito simples: pronuncie as palavras acima seguindo o exemplo de "muito". Ninguém fala "muíto", não é mesmo? Portanto, a grafia correta é circuito, gratuito e intuito.

E as palavras "fluido" e "fluído"? Nesse caso a história é outra porque as duas palavras existem e têm significados diferentes. "Fluido" é, por exemplo, a substância que utilizamos nos freios dos automóveis. E "fluído" é particípio do verbo "fluir".
fluido = substantivo (corpo líquido ou gasoso que adquire a forma do recipiente em que está);
fluído = particípio do verbo "fluir" (correr em abundância, manar)

Quanto à pronúncia da palavra “ruim”. São duas sílabas: ru-im. E essas sílabas formam um hiato. Portanto nunca chame uma coisa ruim de "rúim" porque nesse caso ela pode ficar pior!

Símbolos e siglas

No dia-a-dia percebe-se muita confusão quanto aos símbolos, siglas e abreviaturas. As dúvidas começam nas formas de representação das unidades de tempo, comprimento e massa:
Como se escreve 4 horas?
É com "h" maiúsculo, minúsculo ou com "s" indicando plural?

Até 1960 o Brasil, aderindo à "Convenção do Metro", adotou o Sistema Métrico Decimal. Nele as unidades básicas de medida eram o metro, o litro e o quilograma. O desenvolvimento científico e tecnológico exigiu medições cada vez mais precisas e diversificadas. Por essa razão, o Sistema Métrico Decimal acabou sendo substituído pelo Sistema Internacional de Unidades - SI, adotado também no Brasil a partir de 1962.

Vejamos algumas convenções reconhecidas internacionalmente por esse acordo.
1 metro = 1m
1 tonelada = 1t
4 metros = 4m
1 hora = 1h
1 quilômetro = 1km
4 horas = 4h
1 litro = 1l
1 minuto = 1min
4 litros = 4l
30 minutos = 30min
1quilolitro = 1kl
1 segundo = 1s

As unidades SI podem ser escritas por seus nomes ou representadas por meio de SÍMBOLOS, um sinal convencional e invariável utilizado para facilitar e universalizar a escrita e a leitura das unidades SI. Os símbolos que representam as unidades SI não são abreviaturas; por isso mesmo não são seguidos de ponto, não têm plural nem podem ser grafados como expoentes.
Exemplo: se um jogo começa às dezenove horas e trinta minutos e se quer anotar isso de acordo com as normas internacionais, deve-se escrever 19h30min, sem ponto depois do min . Essa é a forma oficial.

Na linguagem cotidiana é comum o uso de quilo em lugar de quilograma. Raramente ouvimos a forma correta:
Por favor, quero um quilo de açúcar
Por favor, quero um quilograma de açúcar
Quilo, que é representado pelo símbolo k, indica que determinada unidade de medida (metro, litro, watt) está multiplicada por mil. Sendo assim, "quilo" é um prefixo, razão pela qual o símbolo "k" não pode ser utilizado sozinho:
1000 metros = 1 quilômetro -> km
1000 litros = 1 quilolitro ->kl
1000 watt = 1 quilowatt ->kw

Portanto kg é o símbolo utilizado para representar quilograma. Atenção: use o prefixo quilo da maneira correta, como nos exemplos:
quilômetro
quilograma
quilolitro

Para mais informações sobre o Sistema Internacional de Unidades - SI, consulte o site do INMETRO http://www.inmetro.gov.br

Quanto às siglas, também ocorre muita confusão. Você saberia dizer, por exemplo, qual seria a forma correta: S.O.S ou SOS?
A forma correta é S.O.S., com pontos, sigla originária do inglês e que internacionalmente significa "save our souls", salve nossas almas.

No Brasil adota-se a diferença entre sigla pura e sigla impura.
Sigla pura é quando todas as letras da sigla correspondem à primeira letra de cada palavra do nome que se quer abreviar. Todas as letras são escritas em maiúsculo. Um exemplo disso é I.N.P.S. Temos "I" de Instituto, "N" de Nacional," P" de Previdência e "S" de Social. Nessa sigla cada elemento formador do nome foi abreviado tomando-se a sua primeira letra. Uma sigla só é pura quando todas as suas letras constituintes representam a letra que inicia cada uma das palavras da forma extensa da sigla.

Dersa é um exemplo de sigla impura. As duas primeiras letras, "De", são representantes da palavra Desenvolvimento, o "r" representa a palavra rodoviário, o "s" sociedade e o "a" anônima. Dersa não se enquadra no conceito de sigla pura. O "D" é maiúsculo porque inicia a sigla; as demais letras são minúsculas (o "e" também vem de desenvolvimento, junto com o "D" inicial).

O particípio

"Entregue" ou "Entregado"
O que é particípio? São formas como "falado", "beijado", "bebido", "esquecido".... Há verbos, muitos verbos, que têm dois particípios. Na hora de escolherem entre um e outro, as pessoas comumente ficam em dúvida. Dois exemplos: o verbo "salvar" tem dois particípios, "salvo" e "salvado". O verbo "entregar" também: "entregado" e "entregue".

O particípio longo é usado quando o verbo auxiliar é "ter" ou "haver". Os particípios curtos, irregulares, como "salvo" e "entregue", são usados quando o verbo auxiliar é "ser" ou "estar". Portanto:
Particípio longo
Eu havia entregado o pacote.
O árbitro tinha expulsado o jogador.
Ele foi condecorado por ter salvado a moça.

Particípio curto
O pacote foi entregue.
O jogador foi expulso.
A moça foi salva, e isso lhe valeu uma condecoração.

Claro que essa regra vale apenas para verbos que têm dois particípios. Nos verbos com um único particípio, não há escolha. O verbo "fazer", por exemplo, tem um só particípio.
Não se diz "Eu tinha fazido a comida", e sim "eu tinha feito a comida".

Cuidado com o verbo "chegar": apesar de muitos dizerem "Eu tinha chego", na língua culta o particípio desse verbo é "chegado". Em situações formais, diga e escreva "Eu tinha chegado".



terça-feira, 20 de abril de 2010

Pronomes de Tratamento

São usados normalmente em situações de cerimônia: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Alteza etc.

Quando o presidente fala em cadeia nacional, o locutor diz "Vamos ouvir a palavra do Excelentíssimo Senhor Presidente da República...".
O presidente é Excelência. Usa-se esse pronome de tratamento para todas as autoridades constituídas, do vereador ao presidente.

 É oportuno aqui tocar numa dúvida comum em relação aos pronomes de tratamento: quando usar Vossa e Sua? Ao falarmos diretamente com a pessoa, devemos usar Vossa; quando estivermos falando da pessoa, usaremos Sua. Aproveitando o exemplo acima: o locutor da Agência Nacional anunciaria aos brasileiros "Sua Excelência, o Presidente da República ...". No caso, o locutor estaria falando do Presidente.Se estivesse falando com o presidente, o correto seria " Vossa Excelência...".

Outra confusão corrente é quanto ao uso do possessivo. Qual das duas formas a seguir seria correta:
Vossa Senhoria deve expor seu projeto ou Vossa Senhoria deve expor vosso projeto?
Vossa Senhoria é pronome de tratamento e pertence sempre à 3ª pessoa.
Ex: Vós deveis apresentar vosso projeto.

Há uma dica para facilitar a compreensão. Pense na palavra você, que também é pronome de tratamento da 3ª pessoa. Como você diria:
Você deve expor seu pensamento ou Você deve expor vosso pensamento?
A alternativa correta é a primeira.
Se Vossa Senhoria ou Vossa Excelência são de 3ª pessoa, usamos seu projeto ou seu pensamento.

Caso você encontrasse o Presidente da República, perguntaria a ele: Vossa Excelência recebeu a carta que lhe enviei ou Vossa Excelência recebeu a carta que vos enviei?
O correto seria a carta que lhe enviei. Eu enviei ao Senhor, a Vossa Excelência, a você e, portanto, lhe enviei. Os pronomes de tratamento sempre estão relacionados à 3ª pessoa.

No telefone ou ao telefone?

Estar no telefone ou estar ao telefone: qual a forma correta?
A preposição exigida é a preposição a, pois esta indica proximidade. É o que ocorre em exemplos como os seguintes:
Falou ao telefone
Sentou-se à mesa

Uso do se não e senão

Qual é a forma correta: se não ou senão?
senão = do contrário / caso contrário
Exemplo:
Faça isso, senão haverá problemas.
Faça isso, do contrário haverá problemas.
Faça isso, caso contrário haverá problemas.

Já a combinação das palavras se e não tem outro significado. Se é uma conjunção condicional, isto é, uma conjunção que indica condição.
Se não chover, irei à sua casa.
Caso não chova, irei à sua casa.
Nesse caso, a dica é simples: substitua mentalmente o se não por caso não. Se for o sentido desejado, escreva se e não separadamente.